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Gestão de Software Livre - Linux |
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JUSTIFICATIVA DO CURSO A Tecnologia da Informação vem ajudando a mudar o panorama mundial em todos os setores - econômico, social e político. No mundo dos negócios surge, devido à Tecnologia da Informação, o fenômeno conhecido como software livre para uso em computadores com código-fonte aberto e de livre distribuição, podendo ser copiado sem qualquer ônus. Dentre as vantagens do uso do software livre ou de código-fonte aberto esta um melhor controle sobre as chaves de acesso do sistema, a adaptação do programa de acordo com a demanda de cada usuário e uma maior segurança. Até então, a maioria dos softwares para uso comercial era de código-fechado, ou seja, o sistema era construído em bases fechadas, não permitindo legalmente cópia ou "fazer outro igual" e a sua obtenção estava condicionada a compra da licença de uso. Nos últimos tempos, é inegável o crescimento vertiginoso dos softwares livres, principalmente do sistema operacional Linux. Hoje, até as grandes empresas como a IBM já possuem versões para esse software, tendo essa empresa anunciado investimentos da ordem de US$ 1 milhão em 2001. Estão ficando comuns anúncios como a adoção de Linux por uma cadeia de lojas japonesas com mais de dez mil servidores ou países como a Coréia adotando plenamente o uso de software livre. No Brasil existem vários projetos de leis, tanto no Congresso Nacional quanto nas Assembléias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais que prevêem a adoção obrigatória, ou preferencial, em alguns casos, de software livre na administração pública. No Rio Grande do Sul está em andamento um programa de implantação de Software Livre em todos os órgãos da Administração Pública Estadual. Em decorrência dessa ação, o dispêndio com programas de computador para uso em escritórios caiu de R$ 3 milhões em 1998 para R$ 80 mil em 2001. As Forças Armadas Brasileiras decidiram adotar o Linux como sistema operacional, tanto para servidores como para desktops devido a segurança maior proporcionada por um software de código aberto. Podemos afirmar que o software de código aberto de uma forma geral, e o Linux em específico são um novo paradigma na informática com forte influência no campo econômico, técnico, político e social, impondo novas formas de atuação para as atividades profissionais. A atividade empresarial competitiva e a complexidade das relações contemporâneas não permitem imaginar categorias tão numerosas, como aquelas que surgem para atender às demandas geradas pela expansão do uso do Software Livre, afastadas da perspectiva de formação no âmbito da Educação Superior. A necessidade de capacitação técnica específica para o exercício das atividades relacionadas com o Sistema Operacional Linux e suas ferramentas justificam a criação de curso inserido no contexto universitário. O sistema de computadores baseado nessa plataforma vem se expandindo a taxas impressionantes. Todo esse crescimento acelerado depende agora, em grande parte, da formação de profissionais afinados com o estado da arte tecnológico do software livre, e um domínio dos processos de gestão capazes de conhecer o mercado de atuação, identificar novas demandas, gerar e implantar novos negócios em ambientes de alta competição. A criação do CURSO SUPERIOR DE
TECNOLOGIA em Gestão de Software Livre - Linux abre
perspectivas de aprimoramento acadêmico e profissional, por meio
de um curso de formação específica, elaborado através
do diálogo com seus parceiros, levando-se em conta as habilidades
requeridas pelo mercado. A estrutura curricular aborda o conhecimento
técnico em redes de computadores, serviços eletrônicos
e sistemas computacionais baseadas em software livre como ferramenta
utilizada, apoiada por sólida competência no campo das
Ciências Gerenciais e habilidades nas áreas de Marketing,
Legislação e Finanças, dando um caráter
multidisciplinar ao curso. DEMANDA Conforme dados da AGIT, Agência Integrada de Apoio ao Trabalhador, órgão ligado Ministério do Trabalho, as empresas de prestação de serviços respondem por mais de um terço das ofertas de emprego oferecido na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ainda segundo a AGIT, o aumento nas exigências de qualificação é uma complicação para boa parte dos candidatos. O ramo de serviços, apontado como maior empregador no levantamento da AGIT, confirma os indicadores de diversas pesquisas este ano, a exemplo do IBGE. Das diversas atividades que formam setor de serviços, o ramo de informática merece especial atenção pela importância econômica, devido ao volume de recursos que já movimenta e pelas estimativas favoráveis de crescimento, conforme apontam as tendências internacionais. "Existem no Brasil 220 mil programadores, e 90%
deles não estão preparados para essa nova geração
de programas que estão surgindo", diz o recém-nomeado
diretor geral da Microsoft Brasil, Rodrigo Costa. A receita anual dessa
empresa no mundo é de U$ 25 bilhões obtidos com a venda
de software de código fechado e prestação de serviço.
A subsidiária no Brasil faturou US$ 438,6 milhões em 2000.
Executivos dessa empresa lembram que o mercado de PC ainda não
decolou no país - são cerca de 10 milhões de máquinas
para uma população de 160 milhões de pessoas, que
cria um cenário atrativo para companhias do setor tecnológico.
Mas para ganhar participação de mercado a empresa terá
que enfrentar a pirataria - o índice no país é
de 56% - os rivais como IBM, Oracle, e, principalmente, o sistema operacional
Linux "pelo inusitado, afinal é gratuito". Matéria do Jornal Valor, de 22 de agosto de 2000, onde o Diretor de Pesquisa do Gartner Group no Brasil, Cássio Dreyfuss, afirmava na época que a falta de mão-de-obra especializada no setor de tecnologia da informação era um problema insolúvel no Brasil. "Pelo menos até 2005, não há perspectiva nenhuma de resolução deste problema" afirmou Dreyfuss durante a abertura da 5.ª Conferência Anual sobre o Futuro da Tecnologia da Informação, promovida pelo Gartner Group. Dreyfuss foi taxativo: "a escassez de mão-de-obra não é mais um problema do departamento de recursos humanos, é um problema estratégico que deve ser assumido pelo presidente da companhia". O drama da falta de gente qualificada é mundial. Segundo Richard Hunter, vice-presidente mundial do Gartner, de cada dez vagas abertas nas empresas, apenas oito é preenchido a contento. E no Brasil, a situação é mais grave por dois motivos, segundo Dreyfuss: "a precariedade do ensino no país e a elevada taxa de crescimento da indústria da tecnologia, bem acima dos níveis dos países subdesenvolvidos". "Enquanto o Brasil deverá dar saltos evolutivos de 20% nos próximos anos, os Estados Unidos crescerão ao ritmo de 9% a cada doze meses. É impossível para qualquer setor acompanhar um ritmo desses sem sofrer com a escassez de profissionais". A indústria brasileira de tecnologia nunca apresentou
taxas de crescimento inferiores a 15% ao ano, nos últimos dez
anos, mesmo com a crise econômica e a desvalorização
cambial do ano passado. Nem a queda do índice Nasdaq (Bolsa de
Valores das empresas de tecnologia nos EUA) afetando a nascente indústria
de Internet no Brasil alivia o problema de falta de mão-de-obra
especializada. "A fase ainda é de franco crescimento",
avalia o executivo do Gartner Group, afirmando ainda que "muitos
profissionais experientes estão preferindo pedir demissão
de bons empregos" para arriscar no mercado de tecnologia da informação
e tentar aumentar os rendimentos em cenário onde "quem é
especializado e tem bom currículo" encontra salários
várias vezes maiores do que as ofertas dos setores tradicionais
da economia. OBJETIVOS Desenvolver a habilidade de análise e de utilização
de recursos e ferramentas de software livre com ênfase no Linux,
e a capacidade de avaliar, construir, controlar e manter sistemas e
redes de computadores utilizando software de código aberto.
PARCERIA Estruturado em parceria com o Instituto Brasil de Telecomunicações e a Microhard Informática, o curso foi elaborado a partir do diálogo com as forças do mercado, levando-se em conta as habilidades requeridas. ESTRUTURA CURRICULAR 1º Período
2º Período
COORDENADORES Becsom Salles Carvalho: Engenharia Civil - FUMEC CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO E PROCEDIMENTOS
DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS ANTERIORMENTE DESENVOLVIDAS De acordo com a Resolução 03 de 18/12
de 2002, as competências profissionais anteriormente desenvolvidas
poderão ser aproveitadas para dispensa de disciplina do curso
superior de tecnologia em Gestão de Negócio Eletrônico
- Redes e Serviços. Para avaliar estas competências será
criada uma comissão, composta por três professores, com
pelo menos um professor da área específica em análise,
que procederá a aplicação de uma prova e realizará
uma entrevista para a verificação do conhecimento e domínio
da competência profissional desenvolvida. OBSERVAÇÃO: O Curso
Superior de Tecnologia, um curso de Graduação em dois
anos, constitui uma nova modalidade de Educação Superior,
que dispensa a necessidade de se submeter a Exame Vestibular. Possibilita
ao formando um rápido ingresso no mercado de trabalho, faculta
a participação em Concursos Públicos, em Cursos
de Pós-Graduação ou lecionar disciplinas afins
em Cursos de Graduação. São considerados uma evolução
dos antigos cursos seqüenciais, sem as limitações
e constrangimentos inerentes aos mesmos. Maiores informações:
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